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	<title>Comentarios en: Receta de una Gran Hamburguesa Kahuna</title>
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		<title>Por: pp</title>
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		<dc:creator>pp</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 May 2005 16:44:05 +0000</pubDate>
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		<description>Em geral não aprecio essas rotulações &#039;ismo&#039;, são algo como diretórios ou pastas de arquivos que servem p/ facilitar a memorização e localização, ou resumões como os  &#039;abstracts&#039; dos periódicos, os comentários de contra-capa de livros ou os  &#039;traillers&#039; de filme,  e que se pode &#039;puxar&#039; daqui e &#039;esticar&#039; dali p/ enquadrar um pensador ou sua obra, ou mesmo passar uma imagem distorcida da própria. Quase sempre me irrito com críticas de arte, exceto apenas quando efetivamente descrevem a técnica do autor ou a própria opinião deste sobre sua obra. Filosofia, mais do que tudo parece fadada a este tipo de disputas classificatórias. Enquanto Dostoievsky e seu Ródion, o matador de velhinhas a machadadas de Crime e Castigo,  lidam com suas crises existenciais, desesperença e pessimismo retornando a vida social e mesmo ao cristianismo, através da amada; a proposta Nietzcheana é bem outra: de superação desse nihilismo que ele considera como resultante da própria cultura cristã de menosprezo à vida e ao corpo, em detrimento da alma e do céu. Para Nietszche, Schopenhauer seria um pensador característico desse pessimismo no qual o cristianismo desembocaria. Por outro lado as personagens principais da Náusea e da Idade da Razão de Sartre são ambas indivíduos que se isolam socialmente e tentam lidar com suas crises pessoais e seus mundinhos particulares. Acho que Pi é um filme que retrata bem mais acuradamente essas questões existenciais e de fé do indivíduo humano.
Mas, de fato, não me recordo se assisti Pulp Fiction por inteiro, lembro apenas da famosa cena da dança da Uma e John (como se sabe as trilhas musicais do Tarantino são parte importante do mérito dos seus filmes, sendo marcantes nas suas narrativas) e de cenas c/o Bruce Willys (sendo suspeita pq. amo esse ator com o seu &#039;eterno&#039; sorriso irônico e olhar triste - minha efeméride -, e mal posso esperar para revê-lo num grande acontecimento cinematográfico deste ano:  Sin City).
Mas de Jackie Brown e Kill Bill acho que se pode tomar como características de Tarantino o seu gosto por filmes de kung-fu, de westerns &#039;espaguete&#039; italiano, de filmes policiais dos 70&#039; (estilo Charles Bronson), e quadrinhos policiais, dos quais ele faz uma releitura &#039;carregada nas tintas&#039;  do formato desses tipos de filmes, levados  quase ao extremo da paródia. Algo como um tributo bem-humorado que contrabalança 
as altas doses de violência e crueza das misérias individuais humanas narradas.
(Pff, acabei fazendo o que eu disse detestar, mas creio que perdoável se considerado como mera opinião pessoal, sem qualquer pretensão a ser uma  &#039;análise&#039; ou &#039;crítica&#039; da obra... ).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em geral não aprecio essas rotulações &#8216;ismo&#8217;, são algo como diretórios ou pastas de arquivos que servem p/ facilitar a memorização e localização, ou resumões como os  &#8216;abstracts&#8217; dos periódicos, os comentários de contra-capa de livros ou os  &#8216;traillers&#8217; de filme,  e que se pode &#8216;puxar&#8217; daqui e &#8216;esticar&#8217; dali p/ enquadrar um pensador ou sua obra, ou mesmo passar uma imagem distorcida da própria. Quase sempre me irrito com críticas de arte, exceto apenas quando efetivamente descrevem a técnica do autor ou a própria opinião deste sobre sua obra. Filosofia, mais do que tudo parece fadada a este tipo de disputas classificatórias. Enquanto Dostoievsky e seu Ródion, o matador de velhinhas a machadadas de Crime e Castigo,  lidam com suas crises existenciais, desesperença e pessimismo retornando a vida social e mesmo ao cristianismo, através da amada; a proposta Nietzcheana é bem outra: de superação desse nihilismo que ele considera como resultante da própria cultura cristã de menosprezo à vida e ao corpo, em detrimento da alma e do céu. Para Nietszche, Schopenhauer seria um pensador característico desse pessimismo no qual o cristianismo desembocaria. Por outro lado as personagens principais da Náusea e da Idade da Razão de Sartre são ambas indivíduos que se isolam socialmente e tentam lidar com suas crises pessoais e seus mundinhos particulares. Acho que Pi é um filme que retrata bem mais acuradamente essas questões existenciais e de fé do indivíduo humano.<br />
Mas, de fato, não me recordo se assisti Pulp Fiction por inteiro, lembro apenas da famosa cena da dança da Uma e John (como se sabe as trilhas musicais do Tarantino são parte importante do mérito dos seus filmes, sendo marcantes nas suas narrativas) e de cenas c/o Bruce Willys (sendo suspeita pq. amo esse ator com o seu &#8216;eterno&#8217; sorriso irônico e olhar triste &#8211; minha efeméride -, e mal posso esperar para revê-lo num grande acontecimento cinematográfico deste ano:  Sin City).<br />
Mas de Jackie Brown e Kill Bill acho que se pode tomar como características de Tarantino o seu gosto por filmes de kung-fu, de westerns &#8216;espaguete&#8217; italiano, de filmes policiais dos 70&#8242; (estilo Charles Bronson), e quadrinhos policiais, dos quais ele faz uma releitura &#8216;carregada nas tintas&#8217;  do formato desses tipos de filmes, levados  quase ao extremo da paródia. Algo como um tributo bem-humorado que contrabalança<br />
as altas doses de violência e crueza das misérias individuais humanas narradas.<br />
(Pff, acabei fazendo o que eu disse detestar, mas creio que perdoável se considerado como mera opinião pessoal, sem qualquer pretensão a ser uma  &#8216;análise&#8217; ou &#8216;crítica&#8217; da obra&#8230; ).</p>
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