<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><!-- generator="wordpress/2.0.11" -->
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
<channel>
	<title>Comments on: Receta de una Gran Hamburguesa Kahuna</title>
	<link>http://rinzewind.org/archives/2005/05/29/receta-de-una-gran-hamburguesa-kahuna/</link>
	<description>Mi distorsionada visión del Mundo.</description>
	<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 12:16:45 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.0.11</generator>

	<item>
		<title>by: pp</title>
		<link>http://rinzewind.org/archives/2005/05/29/receta-de-una-gran-hamburguesa-kahuna/#comment-11937</link>
		<pubDate>Sun, 29 May 2005 16:44:05 +0000</pubDate>
		<guid>http://rinzewind.org/archives/2005/05/29/receta-de-una-gran-hamburguesa-kahuna/#comment-11937</guid>
					<description>Em geral não aprecio essas rotulações 'ismo', são algo como diretórios ou pastas de arquivos que servem p/ facilitar a memorização e localização, ou resumões como os  'abstracts' dos periódicos, os comentários de contra-capa de livros ou os  'traillers' de filme,  e que se pode 'puxar' daqui e 'esticar' dali p/ enquadrar um pensador ou sua obra, ou mesmo passar uma imagem distorcida da própria. Quase sempre me irrito com críticas de arte, exceto apenas quando efetivamente descrevem a técnica do autor ou a própria opinião deste sobre sua obra. Filosofia, mais do que tudo parece fadada a este tipo de disputas classificatórias. Enquanto Dostoievsky e seu Ródion, o matador de velhinhas a machadadas de Crime e Castigo,  lidam com suas crises existenciais, desesperença e pessimismo retornando a vida social e mesmo ao cristianismo, através da amada; a proposta Nietzcheana é bem outra: de superação desse nihilismo que ele considera como resultante da própria cultura cristã de menosprezo à vida e ao corpo, em detrimento da alma e do céu. Para Nietszche, Schopenhauer seria um pensador característico desse pessimismo no qual o cristianismo desembocaria. Por outro lado as personagens principais da Náusea e da Idade da Razão de Sartre são ambas indivíduos que se isolam socialmente e tentam lidar com suas crises pessoais e seus mundinhos particulares. Acho que Pi é um filme que retrata bem mais acuradamente essas questões existenciais e de fé do indivíduo humano.
Mas, de fato, não me recordo se assisti Pulp Fiction por inteiro, lembro apenas da famosa cena da dança da Uma e John (como se sabe as trilhas musicais do Tarantino são parte importante do mérito dos seus filmes, sendo marcantes nas suas narrativas) e de cenas c/o Bruce Willys (sendo suspeita pq. amo esse ator com o seu 'eterno' sorriso irônico e olhar triste - minha efeméride -, e mal posso esperar para revê-lo num grande acontecimento cinematográfico deste ano:  Sin City).
Mas de Jackie Brown e Kill Bill acho que se pode tomar como características de Tarantino o seu gosto por filmes de kung-fu, de westerns 'espaguete' italiano, de filmes policiais dos 70' (estilo Charles Bronson), e quadrinhos policiais, dos quais ele faz uma releitura 'carregada nas tintas'  do formato desses tipos de filmes, levados  quase ao extremo da paródia. Algo como um tributo bem-humorado que contrabalança 
as altas doses de violência e crueza das misérias individuais humanas narradas.
(Pff, acabei fazendo o que eu disse detestar, mas creio que perdoável se considerado como mera opinião pessoal, sem qualquer pretensão a ser uma  'análise' ou 'crítica' da obra... ).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em geral não aprecio essas rotulações &#8216;ismo&#8217;, são algo como diretórios ou pastas de arquivos que servem p/ facilitar a memorização e localização, ou resumões como os  &#8216;abstracts&#8217; dos periódicos, os comentários de contra-capa de livros ou os  &#8216;traillers&#8217; de filme,  e que se pode &#8216;puxar&#8217; daqui e &#8216;esticar&#8217; dali p/ enquadrar um pensador ou sua obra, ou mesmo passar uma imagem distorcida da própria. Quase sempre me irrito com críticas de arte, exceto apenas quando efetivamente descrevem a técnica do autor ou a própria opinião deste sobre sua obra. Filosofia, mais do que tudo parece fadada a este tipo de disputas classificatórias. Enquanto Dostoievsky e seu Ródion, o matador de velhinhas a machadadas de Crime e Castigo,  lidam com suas crises existenciais, desesperença e pessimismo retornando a vida social e mesmo ao cristianismo, através da amada; a proposta Nietzcheana é bem outra: de superação desse nihilismo que ele considera como resultante da própria cultura cristã de menosprezo à vida e ao corpo, em detrimento da alma e do céu. Para Nietszche, Schopenhauer seria um pensador característico desse pessimismo no qual o cristianismo desembocaria. Por outro lado as personagens principais da Náusea e da Idade da Razão de Sartre são ambas indivíduos que se isolam socialmente e tentam lidar com suas crises pessoais e seus mundinhos particulares. Acho que Pi é um filme que retrata bem mais acuradamente essas questões existenciais e de fé do indivíduo humano.<br />
Mas, de fato, não me recordo se assisti Pulp Fiction por inteiro, lembro apenas da famosa cena da dança da Uma e John (como se sabe as trilhas musicais do Tarantino são parte importante do mérito dos seus filmes, sendo marcantes nas suas narrativas) e de cenas c/o Bruce Willys (sendo suspeita pq. amo esse ator com o seu &#8216;eterno&#8217; sorriso irônico e olhar triste - minha efeméride -, e mal posso esperar para revê-lo num grande acontecimento cinematográfico deste ano:  Sin City).<br />
Mas de Jackie Brown e Kill Bill acho que se pode tomar como características de Tarantino o seu gosto por filmes de kung-fu, de westerns &#8216;espaguete&#8217; italiano, de filmes policiais dos 70&#8242; (estilo Charles Bronson), e quadrinhos policiais, dos quais ele faz uma releitura &#8216;carregada nas tintas&#8217;  do formato desses tipos de filmes, levados  quase ao extremo da paródia. Algo como um tributo bem-humorado que contrabalança<br />
as altas doses de violência e crueza das misérias individuais humanas narradas.<br />
(Pff, acabei fazendo o que eu disse detestar, mas creio que perdoável se considerado como mera opinião pessoal, sem qualquer pretensão a ser uma  &#8216;análise&#8217; ou &#8216;crítica&#8217; da obra&#8230; ).
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
</channel>
</rss>

<!-- Dynamic Page Served (once) in 0.320 seconds -->
