En Salon tienen una estupenda entrevista a Richard Dawkins. Habla de muchas cosas, pero principalmente de religión, ciencia y ateísmo.
You delve into agnosticism in “The Ancestor’s Tale.” How does it differ from atheism?
It’s said that the only rational stance is agnosticism because you can neither prove nor disprove the existence of the supernatural creator. I find that a weak position. It is true that you can’t disprove anything but you can put a probability value on it. There’s an infinite number of things that you can’t disprove: unicorns, werewolves, and teapots in orbit around Mars. But we don’t pay any heed to them unless there is some positive reason to think that they do exist.




1. Gostaria de saber o que conta como ‘razão positiva’ para ‘pensar’ a existência de algo.
Há muitas respostas p/ a velha e sempre presente questão filosófica da distinção (e outras relações) entre ‘razão de conhecer’ e ‘razão do ser’, ou entre teoria do conhecimento humano e ontologia.
2. Como diria um ‘sábio chinês’ sobre a ‘fraqueza’ do junco comparada às grandes árvores de tronco firme e fixo ao solo: ante a tempestade aqueles se curvam, mas não se quebram… Ou, segundo outro dito popular: quanto maior a altura, maior a queda (Ah! o velho Ícaro e seus sonho levado a cabo pelo temerário Dedalus…)
3. Sobre as crenças fundamentadas da ciência: hoje velocidade constante da luz, incluindo espaço-tempo relativos (anti plano euclidiano). Ontém,
gravitação universal e espaço absolutos. Anteontém, heliocentrismo e harmonia das esferas celestes em órbitas circulares. Amanhã?
É sempre intrigante a capacidade humana de se achar mais poderosa e mais sábia hoje desprezando os feitos passados, que na sua época também eram os maiorais…como se o nosso destino não fosse o pó, de onde viemos, e para onde… A mesma intolerância, o mesmo desprezo pelos outros nós, os super-homens, os heróis…
4. Quando os matemáticos derem conta de pi, raiz da diagonal do quadrado, irracionais e infinitos (atuais), os termos limites da nossa ‘modéstia’ desde os gregos (pelo menos), quando a aritmética constituir um sistema
lógico consistente (se a prova de Gödel que não o é segundo os postulados logicos vigentes, for refutada),
talvez tenhamos ‘razão’ para sermos um pouco menos modestos, agnósticos, céticos e cínicos acerca da nossa condição de fraqueza e insignificância.
5. A lógica não é considerada instrumento para afirmações da ordem da existência dos seres (a passagem da ordem lógica à ordem ontológica não é dita ‘boa’), exceto quanto a uma única e polêmica dedução: a da existência de um ente necessário (havendo diversos tipos de ‘provas racionais’ elaboradas por pensadores e matemáticos “medíocres” [!] como Descartes, Leibniz, e mesmo Kant, com o seu ‘ideal da razão pura’). As demais existências são consideradas como obteníveis intuitivamente ou sensivelmente (eu pensante / coisas externas).
… etc.etc.etc. ad nauseam …
PS: Assumo a minha ‘fraqueza’ e a grande simpatia que tenho por dois ‘fracos’ (pq agnósticos e modestos):
Montaigne e Locke. Para mim dois modelos ideais humanos.
E pelo enorme desprezo que sinto pelos ‘pobres’ e pretensiosos megalômanos de plantão, que tudo pretendem poder e saber, esquecendo e desprezando o (tão irônico) mote socrático: ‘só sei que nada sei’ (embora saber isso, já é algo, e muito saber…)
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‘E que a ‘força’ esteja com vocês…’
Me ha encantado la imagen ;)
Foda-se Deus é um gesto (ou dito) que só um crente (ou um agnóstico, vá lá) pode fazer, pq tem a quem fazer (ou acredita q. possa haver um tal ‘superior’ a xingar).
Um ateu não tem deus p/ quem possa fazer tal gesto.
Não tem contra quem praguejar no horror, na raiva e frustração de uma vida insignificante. Nem pode se juntar aos orgulhosos ‘anjos caídos’ (se não há deus, nem tampouco ‘anjos caídos’).
O ateu só pode dizer: Estou fodido! (ou usar o dedo em si mesmo…)
Adão está reclamando, revoltado c/Deus, porque o seu dedo é maior que sua genitália.